domingo, 31 de janeiro de 2010

Viver mais - Décima Segunda Parte

Cento dieci diviso per tre. Por mais óbvio que parecesse, demorei muito a entender o enigma.
- Dona Esmeralda, a senhora entendeu?, perguntei a minha sogra.
- José Fortunato, só você pode entender.
- Mas que santo era esse, Dona Esmeralda?
- Os santos são africanos, meu genro.
- Então...
- Os demônios são europeus.
Nunca mais falei com Esmeralda sobre o acontecido. Voltei à cozinha, peguei um copo d´água e fui dormir para acordar melhor. A partir dali minha existência física ganharia uma nova dimensão. Num primeiro momento, posso dizer que empolgante.

Vivir más - Décima Segunda Parte

Cento unidici diviso per tre. Tan obvio como suena, me costó mucho entender el rompecabezas.
- Sra. Esmeralda, ¿qué pasó?
- José Fortunato, sólo usted puede entender.
- Pero, ¿qué fue este santo, Sra. Esmeralda?
- Los santos son africanos.
- Así que ...
- Los demonios son los europeos.
Nunca hablé con Esmeralda sobre lo ocurrido. Me fui a la cocina, tomé un vaso de agua y me fui a dormir para despertar mejor. De allí mi existencia física tendrá una nueva dimensión. En primer lugar, puedo decir que emocionante.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Viver mais - Décima Primeira Parte

Me senti ameaçado. Num primeiro momento, pensei em desafiar aquele ser, mas. quando firmei meu pensamento e calei-me, as palpitações começaram. Meu coração disparou a ponto de perder o ar. Parecia ter subido e descido todos os morros do Rio.
- Basta! Eu digo.
- Assim é que se fala, amigo.
- Eu quero viver.
- Só isso? Sei que não é.
- Viver muito.
- Sei.
- Viver mais.
- Quanto?
- Não sei.
- Quarenta e seis?
- Nunca!
Ele tomou-me pelo braço e caminhamos sobre os cacos de vidro. Ele veio a meu ouvido.
- Cem, está bom?
- Cem mais 11.
- Mas isso não há de ser barato. Vai ter que sacrificar outras vidas.
- Que não seja a de minha mãe!
- Já que é assim.
Ele suspendeu-me, soprou meus pés para limpar os cacos agarrados a eles – sem sangue, sem corte, colocou-me à porta.
- Ajoelha-te.
Assim o fiz.
- Cento undici diviso per tre e cosi se fa. E assim vai ser, enquanto viver, com aquele que dessa linhagem aparecer.
Guardou a bebida nas bochechas, pegou uma vela e cuspiu fogo pelos ares. Um calor intenso tomou conta de minha alma. Ardi no êxtase e senti o gozo dos fortes.
- Pedi para a Esmeralda terminar a demanda. Mas ó: é segreto d’amico, capisci?
Deu um salto, ficou num pé só e deixou que o corpo, depois de muito estremecer, caísse e tomasse posição fetal, no centro da estrela. Paramentada de roupa preta masculina, respirava aliviada uma senhora de semblante calmo. Levantou-se com dificuldade. Com forte sotaque português, dirigiu-se a mim um pouco tonta, sem hálito de álcool.
- Senhor, podes me dizer onde está a senhora Dona Esmeralda?

Vivi más - Décima Primera Parte

Me sentí amenazado. Al principio, pensé que iba a desafiar la autoridad, pero cuando firme mi mente y me quedé con el silencio, las palpitaciones comenzaron. Mi corazón se aceleró a perder aire. Parecía haber subido y bajado en todas las colinas de Río
- ¡Basta! Digo yo.
- Esta es la manera en que hablamos, amigo.
- Quiero vivir.
- ¿Eso es todo? Sé que no lo es.
- Para vivir mucho tiempo.
- Lo sé.
- Vivir más tiempo.
- ¿Cuánto?
- No lo sé.
- Cuarenta y seis?
- ¡Nunca!
Me tomó del brazo y caminó sobre vidrios rotos. Llegó a mi oído.
- Cem, ¿OK?
- Un centenar más 11.
- Pero eso no es barato. Vamos a sacrificar otras vidas.
- Eso no es de mi madre! Bueno.
- Pues así es.
Me levantó y me dejó los pies para borrar las piezas se adhirieron a ellos - sin sangre, contundente, me puso a la puerta.
- Arrodíllate.
Así lo hice.
- Ciento undici diviso per tre y cosi fa. Y así será, mientras viva uno que esta línea aparece.
Dejó la bebida en las mejillas, tomó una vela y escupir fuego en el aire. Un intenso calor se hizo cargo de mi alma. Ardi en el éxtasis y el gozo de los fuertes.
- Solicitar Esmeralda completar la misión. Pero: es segreto D'Amico, capisci?
Se levantó, se puso en un pie y dejar que el cuerpo después de un largo estremecimiento, la caída y tomar la posición fetal en el centro de la estrella. Hombres vestidos con ropa de color negro, respiró aliviado un rostro señora calma. Se levantó con dificultad. Con un fuerte acento portugués, me habló un poco de vértigo, sin alcohol en el aliento.
- Señor, ¿puede decirme dónde está la señora doña Esmeralda?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Segunda, Lunes, Monday

Este é o novo dia da semana para a publicação dos capítulos, caros leitores.

Conto com vocês.


This is a new day for the publication of the chapters, dear readers.

I count on you


Este es un nuevo día para la publicación de los capítulos, queridos lectores.

Cuento con ustedes.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Vivir más - Décima Parte

Las luces anaranjadas venían de las velas que ardían en varias puntas de un pentagrama surcado al suelo. En cada de ellas, una botella de bebida verde oscura. Parecía no haber nadie por allí y cuando mencioné virarme para hablar con mi suegra, se cayó del techo aquel hombre. No era un hombre propiamente – ni voy a dar nombre a la cosa para que no sufran el riesgo de evocarlo sin querer. Las manos se mecían cual si carne no tuviesen, las piernas estavaban sobre el pentagrama cual si flotasen. Dio una cabriola para detrás, se colocó al lado de una de las botellas, tomándola a las manos. se sirvió en una taza de cristal y se arqueó con ella, sin derramar el líquido, para ponerse en pie, mi frente. No era bien miedo lo que sentía: estaba desnudado delante de aquella energía flagrava mi cobardía. Casi fui a lo vértigo, pero sus brazos fortes me agarraron.
- Calma allá, ragazzo. ¿Vuoi bere La gime bebita?
Abrió mi boca y, sin resistencia, tomé de la bebida acre-dulce para despertar viendo sus ojos inyectados admirándome.
- Viene, viene con me, imbecile. ¿Perché ha paura della muerte, signore? Es lontana, amico. ¡Che cosa vuoi de me, parla! Oro, potere. Lee donne, tu hai. ¡Fortunato desvergonzado!
Dio una risa retumbante al ver mi cara de pasmo al percibir qué estaba hablando como Maria Pia.
- ¡Qué quieres, carajo! Tienes qué pedir, habla, ¡andate!
Me largó el brazo, se envergó para pegar otra botella, largó la vacía en el suelo y, pisando descalzo sobre los vidros rotos, se llegó bien cerca de mí y dijo en bueno portugués:
- O tomas coraje y elocución conmigo o voy adentro de usted ver lo que escondes y veas, solo de maldad, haría el contrario de lo que anhelas.

Viver mais - Décima Parte

As luzes alaranjadas vinham das velas que queimavam em várias pontas de um pentagrama riscado ao chão. Em cada uma delas, uma garrafa de bebida verde escura aberta. Parecia não haver ninguém por ali e quando mencionei virar-me para falar com minha sogra, caiu do teto aquele homem. Não era um homem propriamente – nem vou dar nome à coisa para que não sofram o risco de evocá-lo sem querer. As mãos mexiam-se como se carne não tivessem, as pernas saltitavam sobre o pentagrama como se flutuasse. Deu uma cambalhota para trás, colocou-se ao lado de uma das garrafas, tomando-a às mãos. Serviu-se numa taça de cristal e arqueou-se com ela, sem derramar o líquido, para postar-se em pé, a minha frente. Não era bem medo o que sentia: estava despido diante daquela energia reveladora de minha fraqueza. Quase fui à vertigem, mas seus braços fortes me seguraram.
- Calma lá, ragazzo. Vuoi bere la mia bebita?
Abriu minha boca e, sem resistência, tomei da bebida acre-doce para despertar vendo seus olhos injetados admirando-me.
- Viene, viene con me, imbecile. Perché ha paura della morte, signore? É lontana, amico. Che cosa vuoi de me, parla! Oro, potere. Le donne, tu hai. Fortunato safado!
Ele deu uma risada retumbante ao ver minha cara de pasmo ao perceber que estava falando como Maria Pia.
- Que quieres, carajo! Tienes que pedir, habla, andate!
Largou-me o braço, envergou-se para pegar outra garrafa, estatifou a vazia no chão e, pisando descalço sobre os cacos, chegou-se bem perto de mim e disse em bom português:
- Ou tomas coragem e fala comigo ou vou dentro de você ver o que escondes e vejas, só de maldade, faria o contrário do que desejas.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Viver mais - Nona Parte

Da cozinha, enquanto bebia um copo de água da caçamba, ouvi vozes e gargalhadas de um homem que vinham do lado de fora. Tomei a trava de ferro da porta que estava aberta e sai devagar para fora. Fui beirando a parede, amassando as ervas. À porta do cômodo, uma luz vermelha alaranjada, ora forte ora fraca, deixava-me ver a silhueta de minha sogra ajoelhada. Ela sussurrava coisas e a voz masculina respondia, mas o nervosismo me impedia compreender sobre o que falavam.
Minha sogra virou-se e deu comigo no canteiro já a seu lado. Assustou-se.
- José Fortunato, o que fazes aqui? Larga isso, homem, anda.
Atônito, deixei a trava cair ao chão, ela levantou-se e me deu a mão como que a uma criança perdida no paço.
- Se quiseres, podes voltar a dormir. Não precisas saber dessas coisas.
E a coisa revirava os olhos.
- Tienes miedo, maricon?
Larguei a mão de Esmeralda e me encaminhei decidido para o cômodo.

Living longer - Part IX

From the kitchen, while I drank a glass of water from the bucket, I heard voices and laughter of a man who came from outside. I caught the iron lock of the door was open and walked slowly out. I was against the wall, crushing the herbs with the feet. At the door of the room, a red orange, sometimes strong sometimes weak, let me see the silhouette of my mother-in-law kneeling. She whispered things and the male voice answered, but the nervousness kept me understand what they were talking about.
My mother-in-law turned and saw me already on her side. She was scared.
- José Fortunato, what are you doing here? Drop it, man, come on.
Stunned, I let the locks fall to the ground, she stood up and gave me his hand as if to a child lost in the square.
- If you want you can go back to sleep. Not need to know these things.
And the thing rolled her eyes. He asked in Spanish:
- Tienes miedo, maricon?
I dropped the hand of Esmeralda decided and made my way to the room.

VIVIR MÁS - NONA PARTE

De la cocina, mientras bebía un vaso de agua de la cangilón, oí voces y carcajadas de un hombre que venían del lado foráneo. Tomé en traba de hierro de la puerta y salí despacio hacia afuera. Fui junto a la pared, amasando las hierbas. A la puerta del cómodo, una luz roja anaranjada, ora fuerte ora flaca, me dejaba ver la silueta de mi suegra arrodillada. Susurraba cosas y la voz masculina respondía, pero el nerviosismo me impedía comprender sobre lo que hablaban.
Mi suegra se viró y dio conmigo en el cantero ya a su lado. Se asustó.
- ¿José Fortunato, lo qué haces aquí? Larga eso, hombre, anda.
Atónito, dejé la traba caer al suelo, ella se levantó y me dio la mano como que a un niño perdido en la plaza.
- Si quieres, puedes volver a dormir. No necesitas saber de esas cosas.
Y la cosa revolvia los ojos.
- ¿Tienes miedo, maricon?
Dejé la mano de Esmeralda y me encaminé decidido para el cómodo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Feliz Navidad y Próspero Año Nuevo.Merry Christmas and Happy New Year.

Eu volto depois do Natal e do Ano Novo!
I will return after Christmas and New Year!
Vuelvo después de Navidad y Año Nuevo

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Viver mais - Oitava Parte

Como disse, meu fraco pelas mulheres poderia ser contido a qualquer momento. Na vida adulta, parei logo de beber e dar minhas baforadas nos cigarros. Carne de porco e muita gordura já diziam fazer mal – também as suspendi. Não era de virar noites ou gostar de pegar sereno. Comia bem e gozava sempre de boa aparência. Apesar de tudo isso, o medo impunha-se cada vez mais forte em minha alma. Subitamente, quase toda noite, vinha-me uma angústia, um medo de morrer, fazendo que minhas veias saltassem embaladas por uma estranha palpitação. Ficava quieto, respirava fundo até abafar aquele levante coronário, sem dividir aqueles momentos com ninguém. Poderia parecer mania de alienado.
Com Amelinha fraca, comecei a sofrer mais daquela angústia. E devo assumir: não era por ela, mas por mim. Ela dormia tranqüila, ressonando leve, e eu me consumia tomado pela crise.
Deviam ser umas quinze para a meia-noite. Levantei-me da cama e decidi ir à cozinha tomar uns goles d’água. Se achasse um chá calmante, o tomaria com prazer.
Da sala, havia uma escada para a cozinha no térreo, que ficava nos fundos da loja de meus sogros. Dela, havia uma porta que dava num pequeno terreno. Um varal para estender roupas e canteiros de ervas rente à parede. Ao fundo, no canto esquerdo, um cômodo pequeno e quadrado, que sempre pensei fosse para guardar tralhas de meu sogro. Naquele lugar, sairia minha sentença e condenação.

Living longer - Part VIII

As I said, my admiration for women could be contained at any time. In adult life, I stopped drinking and soon ceased to give my puffs of cigarettes. Pork, that people have said to hurt, I also stopped eating. I was not turning nights, or would like to get rain. I ate well and enjoyed in good appearance. Despite all this, the fear was becoming increasingly strong in my soul. Suddenly, almost every night, I had an anxiety, a fear of dying, making my veins jumped rocked by a strange palpitation. I was quiet, I took a deep breath to quell that uprising crown. I did not share those moments with anyone. I might seem mania alienated.
With Amelinha weak, began to suffer more that anguish. And I take: it was not for her, but by me. She slept quiet, mild snoring, and I suffered with that crisis.
It was about quarter to midnight. I got up from bed and decided to go to the kitchen to take some sips of water. If I thought a soothing tea, it would take with pleasure.
The room was a staircase to the kitchen downstairs, which was in the back room of my in-laws. It was a door leading into a small field. A clothesline to extend clothing and beds of herbs close to the wall. At the bottom, left corner, a small, square room, which was always thought to keep junk from my father. In that place, would leave my sentence and conviction.

Vivi más - Oitava Parte

Como dijo, mi flaco por las mujeres podría ser contenido a cualquier momento. En la vida adulta, paré luego de beber y dar mis vaharadas en los cigarrillos. Carne de cerdo y mucha grasa ya decían hacer mal – también las suspendí. No era de virar noches o le gustar el sereno. Comía bien y gozaba siempre de buena apariencia. A pesar de todo eso, el miedo se imponía cada vez más fuerte en mi alma. Súbitamente, casi toda noche, me venía una angustia, un miedo de morir, haciendo que mis venas saltasen embaladas por una rara palpitación. Se ponía quieto, respiraba fondo hasta reprimir aquél levante coronario, sin dividir aquellos momentos con nadie. Podría parecer manía de alienado.
Con Amelinha flaca, empecé a sufrir más de aquella angustia. Y debo asumir: no era por ella, pero por mí. Dormía tranquila, resonando lleve, y yo me consumía tomado por la crisis.
Debían ser unas quince para la medianoche. me alcé de la cama y decidí ir a la cocina tomar unos tragos d’agua. Si hallase un té calmante, lo tomaría con placer.
De la sala, había una escalera para a cocina en el térreo, que se quedaba en los fondos de la tienda de mis suegros. De ella, había una puerta que daba en un pequeño terreno. Un tendedero para extender ropas y canteros de hierbas junto a la pared. Al fondo, en el canto izquierdo, un cómodo pequeño y cuadrado, que siempre pensé fuese para guardar trallas de mi suegro. En aquel lugar, saldría mi sentencia y condena.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Viver Mais – Sétima Parte

Poderia ter me conformado com o que veio depois: casei-me tarde, aos trinta anos, com Amélia; comprei um sobrado, agora na Rua da Carioca e, do mesmo modo que o outro, fiquei com a renda do aluguel da loja. Comecei a trabalhar como motorista de um general do exército e, logo que foi inaugurada, consegui um emprego, por intermédio dele, na Petrobrás. Após os quarenta anos de idade, já com dois filhos, Oscar Neto e Zezinho, voltei a estudar e me formei em Contabilidade. Cresci na empresa e posso dizer que me aposentei lá à frente com um confortável salário. Fora isso, como já sabem, os extras sempre me encantaram: não mais usando o corpo, somente a sedução, fartei-me com muitas comissões e recebi de bom grado sofisticados presentes – de garrafas de uísque escocês à casa de Valparaíso, em Petrópolis.
Mas para aquilo que devo contar...não, apressei-me muito no tempo. Temos de ir devagar. Logo que casei, fui morar em minha nova casa, vizinha de minha mãe e de meus sogros. Um lar sem paixão, por isso tranqüilo e monótono. Usava Amelinha como esposa, aquela que seria a mãe de meus filhos e a quem deveria proteger e guardar pelo resto de meus dias. Não conhecia seu corpo nu, o tamanho de seus seios, nem olhava seus olhos quando a possuía. Destas práticas, somente as prostitutas que eu pagava a cada seis meses sabiam. Fortunato safado, comedor de cus e degustador de vulvas clarinhas, róseas, roxas – assim ia levando a vida.
Amelinha não era feliz, nem infeliz. Parecia viver enquanto outras pessoas estavam por perto ou, na expectativa de que chegassem. Ao pai, à mãe, à sogra, ao marido, e, mais tarde, aos filhos, para quem se dedicava de alma. Porém, o que quero contar está guardado no segundo mês de gravidez de nosso primeiro filho. Amelinha enfraqueceu e sangrou um tanto. Dona Esmeralda logo a levou para seus cuidados. Rezas, banhos de erva e repouso absoluto. Mudei-me também eu para a casa de meus sogros.
Acho que já deu para perceber que nunca fui um ambicioso para além da conta. A casa de Petrópolis foi o único bem de valor que recebi na vida. Também não era obcecado pelas mulheres que disse que tive. Se falhasse a algum encontro, não desesperaria. Por vezes também traçava alguma amiga de Amelinha, encantadas e curiosas com meu jeito. Diziam que eu tinha um mistério, um calor que atraia. Sempre respeitando minha esposa como a uma santa, dava-lhes uma sova de pau nas vagabundas quando aquela ia à rua cuidar dos afazeres na loja de Seu Aristides.
Como vêem, para minha época, fazia um tipo pacato, quase convencional. No entanto, havia uma gana em mim, uma obsessão forte que me tomava horas de meu sono e vigília. Mais do que não aceitar a morte de meu querido pai, não me conformava com a pouca idade com que partiu. Tudo bem que não se vivia muito por aquela época, mas meu pai parecia tão mais jovem. Não aparentava de maneira alguma os 46 anos que lhe pesaram o coração. E quando pensava naquilo, vinha-me um desejo de morrer tão velho quanto Matusalém. Para quê? Para nada, só por viver mais. Parecia-me injusto deixar a Terra tão cedo. Que não me viessem com a conversa de céu ou inferno - calava-me, fingia respeito, e pensava numa maneira eficaz de ludibriar o destino, de adiar ao máximo minha ida ao vale, à vala.

Living Longer - Part Seven

I could felt me confortable with the life: I married late, at thirty years, with Amelia; I bought a loft, on the Carioca Street and, just as the other one, I rented the store. I started working as a driver of an army general and got a placement, through him, in the Petrobras. After forty years of age, with two children, Oscar and Zezinho Neto, I studied and graduated in accountancy. I grew up in the company and can say that I retired later with a comfortable salary. Outside that, as you know, I always loved the extras: no more using the body, only the seduction, I have gained a lot of committees. I received sophisticated gifts - since bottles of Scotch until the home of Valparaiso in Petropolis.
But that what I have to tell you ... oh no, I'm so hurried. We have to go slow. As soon as we got married, we went to live in my new house, a neighbor of my mother and my in-laws. A home without passion, therefore quiet and monotonous. I used Amelinha like a wife, that woman would be the mother of my children and who I should protect and save the rest of my days. I didn't know her naked body, the size of her breasts, and I never looked at his eyes when we had sex. Of these practices, only the prostitutes knew when I paid every six months. Fortunato shameless, ass and pussy lover - clear pink, purple - so life was going.
Amelinha was not happy, nor unhappy. She seemed to live while others were about to close her or, in the expectation they arrived. The father, mother, wife's mother, husband, and later their children, for whom she would give her soul. However, what I have to tell it happened in the second month of pregnancy of our first child. Amelinha weakened bled a little. Mrs. Esmeralda then took her to his care. She prayed, she provided herb baths and bed rest. So I moved into home of in-laws.
I think you perceived I had never had an ambitious soul. The house in Petrópolis was the only asset of value that I received in life. I also wasn't obsessed by women who I said I had fucked. I did not remember them. For sometimes I made sex with Amelinha's friends, they had curious about my mind. They said I had a mystery, a warmth that attracts them. I always respect my wife as a Saint. Her friends enjoyed my hard stick only when Amelinha was going out to take care of shop of Mr. Aristides.
You see, for my time, I was a quiet guy, almost conventional. However, there was a will in me, a strong obsession that took me hours of my sleep and wakefulness. Rather than accept the death of my dear father, I am not complied with the young age that he left us. All though not lived much in that time, but my father seemed so young. It looked at all the 46 years that he weighed the heart. And when I thought about it, I had a desire to die as old as Methuselah. Why? For nothing but to live longer. It seemed unfair to leave the earth so soon. When someone came to talk of heaven or hell - I kept silent, pretending about it, and thought an effective way to circumvent the fate of the maximum delay my trip to the valley, to the ditch.

Vivir Más – Séptima Parte

Podría me haber conformado con lo que vino después: me casé tarde, a los treinta años, con Amélia; compré un sobrado, hora en la Calle de la Carioca y, del mismo modo que el otro, me quedé con la encaje del alquiler de la tienda. Empecé a trabajar como conductor de un general del ejército y logré una colocación, por intermedio de él, en la Petrobras. Despues los cuarenta años de edad, ya con dos hijos, Oscar Neto y Zezinho, volví a estudiar y me gradué en Contabilidad. Crecí en la empresa y puedo decir que me retiré allá adelante con un confortable salario. Afuera eso, como ya saben, los extras siempre me encantaron: no más usando el cuerpo, solamente la seducción, me harté con muchas comisiones y recibí de buon gusto sofisticados presentes – de botellas de whisky escocés a la casa del Valparaíso, en Petrópolis.
Pero para aquello que debo contar...no, me apremié mucho en el tiempo. Tenemos de ir despacio. Tan pronto como casé, fui a vivir en mi nueva casa, vecina de mi madre y de mis suegros. Un lar sin pasión, por eso tranquilo y monótono. Usaba Amelinha como esposa, aquélla que sería la madre de mis hijos y a quien debía proteger y guardar por el resto de mis días. No conocía su cuerpo desnudo, el tamaño de sus senos, ni miraba sus ojos cuando la poseía. De estas prácticas, solamente las meretrices que yo pagaba cada seis meses sabían. Fortunato desvergonzado, tragón de culos y amante de vulvas claras, róseas, púrpúras – así iba llevando la vida.
Amelinha no era feliz, ni infeliz. Parecía vivir mientras otras personas estaban por cerca o, en la expectativa del que llegasen. Al padre, a la madre, a la suegra, al esposo, y, más tarde, a los hijos, para quien se dedicaba de alma. Sin embargo, lo que quiero contar está guardado en lo segundo mes de embarazo de nuestro primer hijo. Amelinha debilitó y sangró un tanto. Doña Esmeralda luego la llevó para sus cuidados. Rezas, baños de hierba y reposo absoluto. Me mudé también yo hacia la casa de mis suegros.
Creo que ya dio para percibir qué nunca fui un ambicioso más allá de la cuenta. La casa de Petrópolis fue el único bien de valor que recibí en la vida. También no era obcecado por las mujeres que dijo que tuve. Si fallasen a algún encuentro, no desesperaría. Por veces también trazaba alguna amiga de Amelinha, encantadas y curiosas con mi modo. Decían que yo tenía un misterio, un calor que atraiga. Siempre respetando mi esposa como a una Santa, les daba una paliza de palo en las vagabundas cuando aquélla iba a la calle cuidar de las tarefas en la tienda de Señor Aristides.
Como ven, para mi época, hacía un tipo pacato, casi convencional. Sin embargo, había una gaña en mí, una obsesión fuerte que me tomaba horas de mi sueño y vigilia. Más de lo que no aceptar la muerte de mi querido padre, no me conformaba con la poca edad con que partió. Todo bien que no se vivía mucho por aquella época, pero mi padre parecía tan más joven. No aparentaba de manera alguna los 46 años que le pesaron el corazón. Y cuando pensaba en aquello, me venía un deseo de morir tan viejo como Matusalén. ¿Para que? Para nada, solo por vivir más. Me parecía injusto dejar la Tierra tan temprano. Que no me viniesen con la charla de cielo o infierno - me callaba, fingía respeto, y pensaba en una manera eficaz de escarnecer el destino, de postergar al máximo mi ida al valle, a la zanja.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Viver mais - Sexta Parte

Os presentes estavam cada vez mais escassos e perdendo a qualidade. Até um perfume da antiga rua da Vala já havia me dado; os franceses nunca mais. O dinheiro do mesmo modo minguava e, para piorar o quadro, o neto do Barão, a essa altura corno e órfão, tinha meus salários em atraso há três meses. A própria Maria Pia foi à empresa pegar dinheiro para me pagar oficiosamente.
Ser amante, o melhor amante, para receber o salário de chofer. Isto não estava certo.
- Talvez fosse melhor que acabássemos tudo aqui. Demito-me e deixamos de nos encontrar.
- Fortunato, eu acabo com a tua raça, eu te mato, entendeu? Você me pertence, fui clara?
- Ao diabo com esse amor, rameira! E toma. Dou-te um, dois. Esta é a medida para te fazer lembrar que terás de nascer de novo para me matar? Veja só a vagabunda. Tente ameaçar-me novamente e verás quem estará liquidada. Nem seu nome Dona Maria Pia vai se salvar. Sim, porque a fortuna do Barão ao que parece correu pelo ralo. Agora, eu a levo para casa e faço aquilo que disse. Componha-se.
José Fortunato olha fundo nos olhos do neto do Barão.
- Como assim não trabalha mais comigo?
- Só os relógios trabalham sem receber, senhor.
- Olha como fala, raça! Devia se mirar em seu pai antes de dizer ironias.
- Digo aquilo que as pessoas pedem para ouvir.
- Pois veja, tinha no cofre o dinheiro para lhe pagar, mas não. Não vou sustentar a um jovem ordinário como tu.
- Nem eu quero, senhor, deixar mais pobre um empresário falido, que além de tudo é corno. Guarde bem o dinheiro para sopinha de entulho, porque a tua mulher me deu muito mais do que essa merda que me irias pagar! Passar bem, senhor neto do Barão! Ser neto é ser nada.
Nenhum remorso e nenhuma alteração em meu ritmo cardíaco. Fiz uma caridade a meu pai, a sua memória. Soube que pouco depois o nobre decadente se matou. Maria Pia foi para Minas morar na casa de parentes.

Vivir más - Sexta Parte

Los regalos disminuiran e perdieran la calidad. Ya me había dado perfumes de la antigua calle de Vala, los franceses nunca más. El dinero de la misma manera decreciente y, además del nieto del Barón ser cuerno y huérfano, era mal pagador: tenía mis sueldos atrasados de tres meses. La propia María Pía ía a la oficina conseguir dinero para pagarme.
Ser amante, el mejor amante, para recibir el salario del conductor.
- Esto no es nada bien. Tal vez era mejor que hemos terminado todo. Dejo el empleo y me voy.
- Fortunato, termino con su carrera, yo te mato, ¿entiendes? Usted pertenece a mí, claro?
- ¡Al diablo con este amor, perra! Y toma. Te daré uno, dos. Esta es una medida para que usted recuerde que debe nacer de nuevo para matarme? Mira a la perra. Intente me amenazar de nuevo y ver que será liquidada. Ni su nombre de señora María Pía se guardará. Sí, porque la fortuna del barón al parecer fue por el desagüe. Ahora, ti llevo a casa y hace lo que dijo.Tranquilícete.
José Fortunato mira fundo para el nieto del barón.
- ¿Como así non trabaja más conmigo?
- Sólo los relojes trabajan sin ganar, señor.
- Callate, raza! Debe mirarse a sí mismo en tu padre antes de decir a mi las tuas ironías.
- Yo digo que lo que la gente quiere escuchar.
- Mira tú, posso irme al cajero e tomar el dinero para pagar por ti, pero no. Todavía no voy a sostener una pareja común y corriente como usted.
- Ni yo, señor, pretiendo dejar más pobre el Baron de la quiebra, además de que todo, um cuerno. Ahorre dinero para la sopa, porque su esposa me dio mucho más de esa mierda que me quieres ir a pagar! Muy bien, el nieto del Barón! El nieto es nada.
Sin remordimientos y sin cambios en el latido de mi corazón. Hice una obra de caridad a mi padre, a su memoria. Sabía que poco después que El noble em quiebra se suicidó. Maria Pia Minas fue a vivir con parientes em La província de Minas Gerais.

Living longer - Part VI

Gifts outgrown and lost quality. I had already perfumes of the old street of Vala, the Frenchs never more. The money the same way downward and also grandson of Baron being a foolish husband and an orphan, was a bad payer: I had my three months salary arrears. Maria Pia went herself to the office to get money to pay me.
Being a lover, the best lover, to receive the salary of the driver.
- This is not good. Perhaps it was best that we have finished everything. I leave employment and go.
- Fortunato, ending your career, I kill you, okay? You belong to me, of course?
- To hell with this love, bitch! And take. I'll give one, two. This is a measure for you to remember that you must be born again to kill me? Look at the bitch. Try to threaten me again and see who will be liquidated! Neither the name of Mrs Maria Pia is saved. Yes, because the baron's fortune was apparently down the drain. Now, i take you home and do what I said: calm.
José Fortunato looks deeply for the grandson of Baron.
- How well non work more with me?
- Clocks only work without a win, sir.
- Shut up, race! You should look at yourself in your father before the statues tell my ironies.
- I say what people want to hear.
- Look you, I could go to the cashier and take the money to pay for you, but no. Still not going to sustain ordinary person like you.
- Not me, sir, let's poorest preteen Baron of bankruptcy, in addition to all, a foolish husband. Save money for soup, because his wife gave me much more of that shit that you want to pay! Okay, the grandson of the Baron! The grandson is nothing.
No regrets and no change in the beating of my heart. I did a charity of my father, to his memory. I knew that soon after the bankruptcy noble suicides. Maria Pia went to live with relatives in Minas Gerais province.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Viver mais - Quinta Parte

Durante quatro anos, repousei naquela vida. Minha mãe via-me prosperar e estranhava tanto dinheiro no colchão e tantas jóias na gaveta. Mas preferia ficar em silêncio, como uma cúmplice de minha vingança. Ela queria ver-me casado, sempre repetia.
- Somente casa e trabalho. E veja, eu não sou eterna. O que há de ser de um homem sem uma mulher para cuidar?
Eu sorria e não falava nada. Das mulheres, o que eu mais queria naquele momento, Dona Maria Pia me ofertava. Sempre cheirosa - na pele os melhores talcos e colônias. Tinha preguiça de conhecer moça para casar. Mas minha mãe não sossegava.
Dona Dalka tinha um freguês fiel e encantado por seus pratos. Para se ter ideia, o Seu Aristides pagava o mês adiantado pela comida. Não se sabia bem o porquê, mas a esposa, Dona Esmeralda, morena forte com olhos verdes, não tinha tempo para ir à cozinha. As três filhas, mais os empregados da fina chapelaria fina, comiam o que minha mãe preparasse.
A filha mais velha de Seu Aristides e Dona Esmeralda era bonita, mas não tinha graça alguma. Ajudava o pai no negócio e a mãe em casa. Mal sabia ler e não havia curiosidade em seus olhos, verdes como os da mãe, no entanto, sem a vivacidade dos da senhora. Amélia era a escolhida de minha mãe.
- É moça quieta, do lar, pode ainda ajudar num futuro negócio. E veja, filho, os pais moram aqui do lado.
Nem o fato de dizerem que Dona Esmeralda era da magia negra abalava a fé de minha mãe em meu casamento com Amelinha. (Deus - cada um se entende com ele como assim achar melhor. Eu mesma, você sabe, não sou carola de igreja. E dizer que fazem magia, bruxaria e por isso que prosperam. Bocas imundas que esquecem da qualidade de primeira dos chapéus. Não, sua mãe aqui não acredita nessas besteiras. As pessoas desejam e praticam o mal, depois culpam a faca. Se queres saber, já me consultei com um preto-velho que só me aconselhou coisas boas).
Dona Dalka, se deixasse, vararia noites tentando me convencer daquilo que, para mim, estava certo que iria fazer: casar-me com Amelinha e ter filhos com ela. Não por amor romântico – nunca havia sido apresentado a isso. Amor sublime, acreditava eu, era o filial. Aos amigos, a lealdade; aos inimigos, a derrota. Para Amélia, minhas melhores intenções. Já era tempo de me livrar de Maria Pia.

Vivir más - Quinta Parte

Durante cuatro años, reposé en aquella vida. Mi madre me veía prosperar y se sospechava de tanta plata en el colchón y tantas joyas en el cajón. Pero prefería se quedar en silencio, como una cómplice de mi venganza. Quería verme casado, siempre repetía.
- Solamente casa y trabajo. Y vea, yo no soy eterna. ¿Lo qué hay de ser de un hombre sin una mujer para cuidar?
Sonría y no decía nada. De las mujeres, qué yo más quería más en aquel momento, la Señora Maria Pia me ofertaba. Siempre olorosa - en la piel los mejores talcos y colonias. Tenía pereza de conocer chica para casar. Pero mi madre no sosegaba.
La Señora Dalka tenía un cliente fiel y encantado por sus platos. Para se tener idea, Señor Aristides pagaba el mes adelantado por la comida. No se sabía bien el porqué, pero la esposa, Senõra Esmeralda, morena fuerte con ojos verdes, no tenía tiempo para ir a la cocina. Las tres hijas, más los empleados de la fina sobrerería comían lo que mi madre hiciese.
La hija más vieja del Señor Aristides y Señora Esmeralda era guapa, pero no tenía gracia alguna. Ayudaba el padre en el negocio y la madre en casa. Apenas sabía leer poco y no había curiosidad en sus ojos, verdes como los de la madre, sin embargo, sin la vivacidad de los de la señora. Amélia era la elegida de mi madre.
- Es chica quieta, del lar, puede todavía ayudar en un futuro negocio. Y vea, hijo, los padres viven cerca de aquí.
Ni el hecho de decir que la Señora Esmeralda era de la magia negra estremecía la fe de mi madre en mi casamiento con Amelinha. (Dios - cada un se entiende con Él como así creer mejor. Yo misma, usted sabe, no soy de ir a la iglesia todo el tiempo. Y decir que hacen magia, brujería y por eso que prosperan. Bocas sucias que olvidan de la calidad de primera de los sombreros. No, su madre aquí no cree en esas gansadas. Las personas anhelan y practican el mal, después culpan el cuchillo. Si quieres saber, ya me consulté con un negro-viejo que solo me aconsejó cosas buenas).
La Señora Dalka, si dejase, varearía noches intentando me convencer de aquello que, para mí, estaba cierto que iría a hacer: casarme con Amelinha y tener hijos con ella. No por amor romántico – nunca había sido presentado a eso. Amor sublime, creía yo, era el filial. A los amigos, la lealtad; a los enemigos, la derrota. Para Amélia, mis mejores intenciones. Ya era tiempo de librarme de Maria Pia.

Living Longer - Part V

For four years, rested in that life. My mother saw me very far. She wondered as much money in the mattress and so many jewels in the drawer. But he preferred to stay silent as an accomplice of my revenge. She wanted to see me married, always repeated.
- Only home and work. And look, I'm not eternal. What's to be a man without a woman to care?
I smiled and said nothing. Of the women, what I most wanted at that moment, Mrs. Maria Pia offered me. Always smelling good - the best skin powders and colonies. I was too lazy to know girl to marry. But my mother refused to give up.
Mrs. Dalka had a loyal customer and delighted by their plates. To get an idea, Mr. Aristides paid month in advance for food. Do not quite know why, but his wife, Mrs. Esmeralda, a mixed race woman with green eyes, had no time to go to the kitchen. The three daughters, in addition to the employees of the fine hat shop, ate what my mother did.
The eldest daughter of Mr. Aristides and Mrs. Esmeralda was pretty, but had no grace at all. She helped his father in business and the mother at home. She could barely read and there was no curiosity in her eyes, green as the mother, however, without the liveliness of the lady. Amelia was chosen from my mother like my wife.
- It's a good girl, homemade, can also help in future business. And see, son, her parents live next door.
Neither because the people says that Mrs Esmeralda was a dark witch shook the faith of my mother in my marriage to Amelinha. (God - each close to him as it deems best. I myself, you know, I'm not pious church. And the people says that family does magic, witchcraft and so thrive. It´s a lie. These malicious voices forget that they sell quality hats. No, your mother's does not believe in nonsense. People want and do evil, then blame the knife. If you want to know, I have already consulted with a black-old man, a spirit who advised me only good things).
Mrs. Dalka, if I allowed, would come at night trying to convince me of what, for me, was sure it would do: marry Amelinha and have children with her. Not for romantic love - I had never been presented to it.
The greatest love, I believed, was that from the parents. To friends, loyalty; to the enemies, defeat. For Amelia, my best intentions. It was time to get rid of Maria Pia.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Viver mais - Quarta Parte

Um sutil deslizar sobre o bico de seus peitos sempre que Maria Pia saia do carro. No ar, constrangimento e excitação.Ela roçava suas coxas nas minhas, sempre que decidia ocupar o lugar da frente. Eu fingia pudor, prendia a respiração por segundos para simular rubor. Passo a passo, ia conquistando aquele território tão indefeso. Após minar por meses as bases da senhora, ela me deu um beijo ardente a caminho da casa de uma amiga, onde tomaria um chá, naquele breve invernico carioca.
E na escuridão da alcova no chalé de Santa Teresa, era assim que gostava de ser tratada, como uma meretriz, a depravada. Após o gozo, enchia-me, sem que pedisse, de dinheiro e regalos. Vingança pequena, quase infantil perto do que viria. Mas foram saborosas aquelas tardes.
Há dois anos trabalhando, recebendo os extras da patroa, pude fazer uma bela economia. Eu e minha mãe vendemos a casa de Engenho da Rainha e compramos um sobrado antigo na Rua da Carioca; na parte de baixo, havia uma loja. Antes que Dona Dalka tivesse idéia, aluguei-a de pronto para um senhor mulato que reformava móveis, o Seu Firmino. Ele ia bem nos negócios e a renda que pagava era três vezes maior que o salário que minha mãe recebia na pensão como cozinheira. Finalmente, pude trazê-la para o lar. Sem temperamento para ficar sem fazer nada, além de cuidar da casa, Dona Dalka começou a fazer pratos de almoço para oferecer aos comerciantes e empregados na vizinhança. Com seu tempero inigualável, logo conquistou vasta clientela.
- Se quiseres, para agora de trabalhar para aquela gente, José Fortunato.
Era preciso mais um tempo. Minha mãe não sabia disso.
Maria Pia era uma mulher praticamente sem vícios. Nem o cavalo, nem o champanhe, nem o tabaco. Somente eu, José Fortunado. O marido, este sim, tomava o dinheiro da empresa como a criança que mete a mão no pote de caramelos. Não sabia quanto lhe vinha – parte dava para a mulher deixá-lo em paz, parte ia com ele para as mesas de carteado. Pelo menos, duas vezes na semana, a parte da mulher chegava a mim, que, com o tempo, havia me transformado num amante mais fogoso, porém pedinte. Se um relógio ou uma abotoadura de ouro sumisse, entre tantas jóias, falta não faria. E não o fizeram. Pelo menos uma vez por mês, minha querida ofertava-me com um presente dourado.

Living longer - Part IV

A light touch in the nipple from her breasts whenever the lady down the car. In air, constraint and excitement. She rubbed her thighs in mine, when she decided to take the place by side me. I pretended modesty, turn on my breath for seconds to simulate a flushed face. Step by step, I conquered that territory so helpless. After two months undermine its foundations, Maria Pia gave me a warm kiss on the way toward a friend's house, where she would take tea, in the weak winter of Rio.
And in the darkness of the room in the villa of Santa Teresa, inherited from her grandfather left in the abandonment, Mrs Maria Pia liked to be treated as a harlot, depraved. After the joy, she gave me without I asking money and gifts. Revenge small, almost childlike about what would come beyond. But it was tasty those afternoons.
Working by two years, receiving extras from the lady, I could contain my money. I and my mother sold the house in Queen Mill and bought an old mansion at Carioca Street, at the bottom, there was a store. Before my dear Dalka had an idea about it, I rented the store for a black man called Firmino. He reformed mobiles. He did well in business. The income that he paid was three times the salary that my mother received the pension as a cook. Finally, I bring her home. No temperament to be doing nothing, beyond keeping house, Mrs. Dalka began making lunch dishes to offer to traders and employees in the neighborhood. With its unique flavor, quickly, conquered loyal customers.
- If you want, you can stop working for those people, Joseph Fortunato.
I needed more time. And my mother did not know that.
Maria Pia was a woman with virtually no defects. Neither the turf nor the champagne, or tobacco. Only me, Joseph Fortunato. The husband, that was it, took the money from the company as the child who puts his hand in the bowl of candy. Did not know how much it was - part led to the woman leave him alone, part went with him to the card tables. At least twice a week, that part of the money came to me. Over time, I had turned into a more fiery lover, but beggar. If a watch or a gold cuff disappears from among so many jewels, do not lack. And did not. At least once a month, my dear supplied me with a gift of gold.

Vivir más - Cuarta Parte

Un deslizar sutil sobre lo pezón de sus senos siempre que la señora bajaba del coche. En el aire, constreñimiento y excitación. Ella frotaba los sus muslos en míos, sempre que decidia ocupar el lugar de la frente. Fingía pudor, prendía la respiración por segundos para simular una cara ruborizada. Paso a paso, fui conquistando aquel territorio tan indefenso. Después de minar por dos meses sus bases, Maria Pia me entregó un beso ardiente a camino hacia casa de una amiga, donde tomaría un té, en el nada riguroso invierno carioca.
Y en la obscuridad del cuarto en el chalet de Santa Teresa, herencia de su abuelo dejada en el abandono, la señora Maria Pia le gustaba ser tratada como meretriz, depravada. Despues el gozo, me llenaba, sin que pidiese, de dinero y regalos. Venganza pequeña, casi infantil cerca de lo que vendría más allá. Pero fueron sabrosas aquellas tardes.
Hace dos años trabajando, recibiendo los extras de la patrona, pude hacer una bella economía. Yo y mi madre vendemos la casa de Ingenio de la Reina y compramos un sobrado antiguo en la Calle de la Carioca; en la parte bajera, había una almacén. Antes que Doña Dalka tuviese idea de abrir un negocio, la alquilé de listo para un señor mulato que reformaba muebles, Señor Firmino. Él fue exitoso desde el inicio. La renta que pagaba era tres veces mayor que el salario que mi madre recibía en la pensión como cocinera. Finalmente, pude traerla para el lar.
Sin temple para quedarse sin hacer nada, allende cuidar de la casa, la Señora Dalka empezó a hacer platos de almuerzo para ofrecer a los comerciantes y empleados en la vecindad. Con su condimento inigualable, luego conquistó vasta clientela.
- Si quieres, para ahora mismo de trabajar para aquella gente, José Fortunato.
Era preciso más un tiempo. Y mi madre no sabía de eso.
Maria Pia era una mujer prácticamente sin vicios. Ni el caballo, ni el vino, ni el tabaco. Solamente yo, José Fortunado. El marido de ella, éste sí, tomaba la plata de la empresa como el niño que mete la mano en el pote de caramelos. No sabía cuanto le venía al bolsillo – parte daba para la mujer dejarlo en paz, parte iba con él para las mesas de juego. Por lo menos, dos veces por semana, la parte de la mujer llegaba a mí, que, con el tiempo, había me transformado en un amante más fogoso, sin embargo más mendigo. Si un reloj o una botonadura de oro sumiese, entre tantas joyas, falta no haría. Y no la hicieron. Por lo menos una vez por mes, mi querida me ofertaba con un regalo dorado.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Viver mais - Terceira Parte

Meu primeiro emprego veio graças a um antigo amigo do colégio, o Arcanjo. Vez por outra, ele chegava dirigindo um automóvel. Curioso que eu era, logo aprendi a guiar a máquina. Fui contratado, então, como chofer de Dona Maria Pia, esposa do neto do Barão. Eu ganhava bem mais que meu pai, mas ainda era pouco. Não podia sustentar minha mãe ainda. Ela, quando soube para quem iria trabalhar, saiu de seu luto e revoltou-se:
- Eu faço o que tiver que fazer. Trabalho dia e noite, mas para aquela gente não, José Fortunato. Eles vão o matar igual fizeram com seu pai.
Acalmava minha mãe e lhe dizia que aquele trabalho seria temporário. Ganhava tempo, tinha planos maiores. E o primeiro que executei, com a simpatia sedutora e o belo físico que Deus havia me dado, foi o de fazer corno o neto do Barão.
Já havia perdido a virgindade com prostitutas da Glória e, para mim, foi fácil transformar a senhora Maria Pia em mais uma delas.

Living longer - Part III

My first job came thanks to an old school friend, the Archangel. Once on the other, he came running a car. I was curious, then I learned to guide the machine. I was hired, then as a driver of Dona Maria Pia, wife of the grandson of the Baron. I earned well more than my father, but was still little. When my mother heard that I laughed to work for that family, she left her mourning and rebelled:
- I do what I have to do. Working day and night but those people do not, José Fortunato. They´ll kill you like they did with his father.
I calmed my mother and told her that work would be temporary. I gained time, had greater plans. And the first to execute, with the sympathy and seductive physical beauty that God had given me, it was cheating on the grandson of the Baron.
I'd lost my virginity to prostitutes in the neighborhood of Glória and, for me it was easy to transform Mrs. Maria Pia in more of them.

Vivir más - Tercera Parte

Mi primero empleo vino gracias a un antiguo amigo del colegio, el Arcángel. Vez por otro, llegaba dirigiendo un coche. Curioso que yo era, luego aprendí a guiar la máquina. Fui contratado, entonces, como chófer de Doña Maria Pia, esposa del nieto del Barón. Ganaba bien más que mi padre, pero todavía era poco. No podía sustentar mi madre aún. Ella, cuando supe para quien iría a trabajar, salió de su luto y se subvirtió:
- Hago lo que tenga que hacer. Trabajo día y noche, pero para aquella gente no, José Fortunato. Van lo matar igual hicieron con su padre.
Calmaba mi madre y le decía que aquel trabajo sería temporario. Ganaba tiempo, tenía planes mayores. Y el primero que ejecuté, con la simpatía seductora y la bella físico que Dios había me dado, fue lo de hacer cuerno el nieto del Barón.
Ya había perdido la virginidad con prostitutas del barrio de la Gloria y, para mí, fue fácil transformar la señora Maria Pia en más de ellas.

sábado, 7 de novembro de 2009

Viver mais - Segunda parte

Como nós éramos pobres. Minha mãe, descendente de poloneses, chamava-se Dalka. Ela cozinhava numa pensão na Rua do Riachuelo, no Centro do Rio. Chegava a sua hora, ela corria a catar bondes para chegar o mais rápido que pudesse em casa, no Engenho da Rainha. Queria me ver, a senhora, cuidar de mim com todo esmero possível. (Você é meu tesouro, minha razão de viver). Às vezes, somente eu, o escolhido, comia carne e sorvia o suco das frutas – meus pais esperavam em mim por dias melhores.
Seu Oscar era contínuo numa empresa de engenharia, ganhava pouco e se esgotava em demasia. O neto do Barão, o dono do negócio, era voluntarioso e arrogante - tripudiava daqueles que considerava menores, a laia. (Anda, animal, não já lhe pedi o café?) Nada de explodir em casa, nunca – Seu Oscar implodia, envenenando o baço, o fígado, o coração, para ser o pai amoroso e o marido dedicado que era.
Sempre que podia, trazia para mim um saquinho com balas de coco caramelizadas de uma baiana do Largo da Carioca. Por elas, eu agradecia com fortíssimo abraço.
Lembro-me neste instante dos fartos bigodes negros de meu pai e dos olhos acesos em luz azul de minha mãe. Que bom se já estivessem aqui a meu lado me acarinhando com o perdão por ter desejado viver mais.
Cresci, assim, cercado por cuidados e mimos incomuns para meninos de minha condição. Tive em casa, desde pequenino, professoras de ciências matemáticas, filosofia e gramática. Nas folgas, meus pais retribuíam os favores organizando almoços e jantares na casa das senhoras. Minha mãe não contou com a sorte de ter sido descoberta como banqueteira. Meu pai, da mesma forma, teria sido um administrador de valor.
Para alegria plena de meus pais, passei para o antigo Colégio Pedro II, onde concluí meus estudos na mocidade. Bom aluno? Que nada! Estudava o suficiente para passar. E mais: gostava das gazetas, dos passeios pelo Flamengo, de admirar o footing na recém-inaugurada Cinelândia.
- Você, José Fortunato, há de ser alguém. Deus, Nosso Senhor, assim permita.
Meu pai deu um suspiro bem forte e morreu. Eu tinha dezenove anos; Seu Oscar, 46. Em cinco meses, o coração foi enfraquecendo – uma árvore, que já não era muito frondosa, perdia seiva e ressecava. Não queria ter visto aquilo, o achava ainda jovem, o semblante parecia o mesmo que me enchia com balas de coco. Sentia pela primeira vez a pesada e injusta mão da morte. Dona Dalka gritou, quase enlouqueceu, bem ela que cuidou de amar aquele homem sempre em silêncio. Durante o luto, mal pude reconhecê-la: não enxergava a mim nem a ninguém.
Os patrões de meu pai nem à missa de pêsames foram. Restou a mim e a minha mãe a casa no Engenho da Rainha. Tinha que trabalhar; mais do que ajudar Dona Dalka, queria mesmo sustentá-la com o mínimo de conforto que merecia. Mas isso demorou a acontecer.

Living longer - Part 2

How we were poor. My mother`s name was Dalka. She was descendant of Polish. She worked cooking in a hotel without luxury in the Riachuelo Street, in downtown Rio de Janeiro. When their affair ended, she ran to take a tram to go as fast as he could at home, in the neighborhood of Mill Queen. She wanted to see me, Mrs., care for me with all possible care. (It is my treasure, my reason for living). Sometimes, only I, the chosen one, ate meat and sipping fruit juice - my parents expect better days for me.
Mr. Oscar was subordinate employee in an engineering company. He earned very little and he was wearing too. Baron's grandson, the business owner, was willful and arrogant - disparaged those who considered minor, the people. (Come on, stupid, why do not you bring me coffee?) He never did not explode at home, never - Mr. Oscar imploded, poisoning the spleen, liver, heart, to be the loving father and devoted husband he was.
Whenever he could, he brought me packet with a coconut candies made by a woman from Bahia. Because of this, I gave him a big hug.
I remember at this moment of my father's mustache and eyes lit up in blue of my mother. How nice if they were here with me today, I needed the affection of my parents, their forgiveness because I have outlived then.
I grew up surrounded by care and pampering unusual for children of my condition. I was at home, since little boy, teachers of mathematics, philosophy and grammar. In the job breaks, my parents reciprocated the favor by organizing lunches and dinners at the home of the ladies. My mother did not have the luck of being discovered as a great cook. My father also would be a value manager.
For full joy of my parents, I went to the old Colegio Pedro II, where I finished my studies in youth. "Good student? No at all! I studied enough to pass the tests. And more: I liked the good life, strolls by Flamengo, admiring the jog in the newly-opened Cinelândia.
- You will be a great man in life. God allows it.
My father gave a very loud sigh and died. I was nineteen, Mister Oscar, just 46. In five months, his heart was weakening - a tree that was not very luxuriant, losing sap and dry. I did not want to have seen it, I believed he was still young, his face was like the same thing that brought me coconut candy. I felt for the first time the heavy and unfair hand of death.
Mrs. Dalka cried, almost insane, just she who cared to love this man still in silence. During the mourning, I could hardly recognize her: she could not see me or anyone.
The patterns of my father the mass of condolences were`nt, nor were the funeral. It was for me and my mother the house in the Mill Queen. I had to work, more than help Mrs. Dalka, I hold it with the minimum of comfort she deserved. But it would take to happen.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vivir más - segunda parte

Como nosotros éramos pobres. Mi madre, descendente de poloneses, se llamaba Dalka. Cocinaba en una pensión en la Calle del Riachuelo, en el Centro de Rio de Janeiro. Llegaba su hora de andarse, ella corría a tomar tranvías para llegar lo más rápido que pudiese en casa, en el Ingenio de la Reina. Ella quería verme, la señora, cuidar a mí con todo esmero posible. (Es mi tesoro, mi razón de vivir). A veces, solamente yo, el escogido, comía carne y sorbía el jugo de las frutas – mis padres esperaban en mí por días mejores.
Señor Oscar era empleado subordinado en una empresa de ingeniería, ganaba poco y se agotaba en demasía. El nieto del Barón, el dueño del negocio, era voluntarioso y arrogante - menospreciaba aquéllos que consideraba menores, la gente. (Anda, animal, ¿no ya te pedí el café?) Nada de estallar en casa, nunca – el Señor Oscar implodia, envenenando el bazo, el hígado, el corazón, para ser el padre amoroso y el esposo dedicado que era.
Siempre que podía, traía a mí un saquillo con caramelos de coco de una baiana de lo Largo de la Carioca. Por ellas, agradecía con fuerte abrazo.
Me recuerdo en este instante de los hartos bigotes negros de mi padre y de los ojos iluminados en azul de mi madre. Que bueno si ya estuviesen aquí a mi lado, hoy, me cariciando con el perdón por haber deseado vivir más.
Crecí, así, rodeado por cuidados y mimos inusuales para niños de mi condición. Tuve en casa, desde chiquitín, maestras de ciencias matemáticas, filosofía y gramática. En los descansos, mis padres retribuían los favores organizando almuerzos y cenas en la casa de las señoras. Mi madre no contó con la suerte de haber sido descubierta como gran cocinera. Mi padre, asimismo, habría sido un administrador de valor.
Para alegría plena de mis padres, pasé para el antiguo Colegio Pedro II, donde concluí mis estudios en la mocedad. ¿Buen alumno? ¡Qué nada! Estudiaba el suficiente para pasar. Y más: me gustaban las gacetas, de los paseos por el Flamengo, de admirar el footing en la recién-inaugurada Cinelândia.
- Usted, José Fortunato, hay de ser alguien. Dios, Nuestro Señor, así permita.
Mi padre dio un suspiro bien fuerte y murió. Yo tenía diecinueve años; el Señor Oscar, 46. En cinco meses, el corazón fue debilitando – un árbol, que ya no era muy frondosa, perdía savia y resecaba. No quería haber visto aquello, lo creía aún joven, el su semblante parecía lo mismo que me llenaba con caramelos de coco. Sentía por la primera vez la pesada e injusta mano de la muerte. Señora Dalka gritó, casi enloqueció, bien ella que cuidó a amar aquel hombre siempre en silencio. Durante el luto, apenas pude reconocerla: ella no podía verme ni a nadie.
Los patrones de mi padre ni a la misa de pésames fueron. Restó a mí y mi madre la casa en el Ingenio de la Reina. Yo tenía que trabajar; más de lo que ayudar Señora Dalka, quisiera mismo sostenerla con el mínimo de confort que merecía. Pero eso tardó a acontecer.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Viver mais - Primeira Parte

Em pensar que tanto tempo passou e lá, bem ali à frente, não mais do que uma semana: esta vida que tanto quis cessa sem deixar saudades a ninguém. Quase ninguém sabe, não faço alarde: terei completado 110 anos. Mas analisando bem, para quem contaria ou faria a tal publicidade? Vivo solitário há anos – netos, filhos e mulher se foram. O casarão do início do século XX, comprado nos anos 60, em Petrópolis, no bairro de Valparaíso, hoje, como eu, anda mal conservado e visto. O povo da região costuma dizer que ele é assombrado – antes fosse. Nele, se existe algo que pena e se arrasta, esta é a minha alma pesada que quase me impede de digitar estas linhas nestas horas altíssimas. Tenho dores nas mãos e nas pernas, fora os pequenos, porém constantes, espasmos e tremores que parecem anunciar a extinção definitiva da energia vital. Confesso que, nem por isso - o medo não chega a mim. Sinto somente mais frio.
Para que falar desses meus monótonos 109 anos? Das sopas, dos caldos, dos dentes que perdi, dos cobertores, das boinas de lã, dos meiões, ou mesmo da senhora lacônica e sem humor que tira o pó da casa e faz minha comida diariamente. Seria um mentiroso se contasse que sofro fisicamente além do que posso suportar. Ando pela casa, tomo sozinho meu banho e, sempre que posso, me escondo por detrás das plantas de minha varanda para ver o movimento da rua – me distrai reparar humanos e máquinas.
Vivi muito e isso é o que sempre desejei, desde bem criança. Lembro-me do dia em que vi um morto pela primeira vez - ele estava num caixão forrado em tecido roxo. Saiam gases de sua boca e ele parecia sorrir. Era um amigo de idade de meu pai. Não sei quanto tempo tinha - o falecido pai de Arcanjo.

(continua na próxima sexta-feira)

Living longer - Part one

To think that so much time has passed and there, right there in front, no more than a week: this life ends without so much wanted to be missed anyone. Almost no one knows, I do not brag: I have completed 110 years. But looking good, to tell or who would make such advertising? Live alone for years - grandchildren, children and wife were gone. The house of the early twentieth century, bought in the 60, in Petropolis, in the neighborhood of Valparaiso, today, as I kept going wrong and seen.
The people of the region say it is haunted – unfortunately it isn´t. In it, if there is something languishing and creeping, this is my heavy soul that almost prevents me from entering these lines in these hours very high. I have pain in hands and legs out the small but constant, spasms and tremors that seem to announce the final liquidation of vital energy. I confess that, not really - not the fear comes to me. I only colder.
Why talk of my monotonous 109 years? Soups, broths, of teeth lost, blankets, from wool berets, thick socks, or even the lady laconic and humorless that takes away the dust of the house and make my food daily. It would be a liar if I told that I suffer physically farther than I can bear. I walk through the house, I take my bath alone and whenever I can, I hide behind the plants in my balcony to watch the world go by - distracts me observe humans and machines.
I lived a lot and that's what I always wanted, from well child. I remember the day I saw a dead man for the first time - he was in a coffin lined in purple cloth. Get out gas from his mouth and he seemed to smile. It was an old friend of my father. I do not know how long it had - the late father of Archangel.
(Continued on next Friday)

Vivir más - Primera parte

En pensar que tanto tiempo pasó y allá, bien allí adelante, no más de lo que una semana: esta vida que tanto quiso cesa sin dejar nostalgias a nadie. Casi nadie sabe, no hago alarde: habré completado 110 años. ¿Pero analizando bien, para quién contaría o haría a tal publicidad? Vivo solitario hace años – nietos, hijos y mujer se fueron. El caserón del inicio del siglo XX, comprado en los años 60, en Petrópolis, en el barrio de Valparaíso, hoy, como yo, anda mal conservado y viso. El pueblo de la región suele decir que él es asombrado – antes fuese. En él, se existe algo que pena y se arrastra, ésta es mi alma pesada que casi me impide de digitar estas líneas en estas horas altas. Tengo dolores en las manos y en las piernas, afuera los pequeños, sin embargo constantes, espasmos y temblores que parecen anunciar la extinción definitiva de la energía vital. Confieso que, ni por eso - el miedo no llega a mí. Siento solamente más frío.
¿Para que hablar dieses mis monótonos 109 años? De las sopas, de los caldos, de los dientes que perdí, de los cobertores, de las boinas de lana, il calcetín sucio, o mismo de la señora lacónica y sin humor que saca el polvo de la casa y hace mi comida diariamente. Sería un mentiroso si contase que sufro físicamente además de lo que puedo soportar. Ando por la casa, tomo solito mi baño y, siempre que puedo, me escondo por detrás de las plantas de mi balcón para ver el movimiento de la calle – me distrae reparar humanos y máquinas.
Viví mucho y eso es lo que siempre anhelé, desde bien niño. Me recuerdo del día en el que vi un muerto por la primera vez - estaba en un ataúd forrado en tejido púrpúra. Salgan gases de su boca y él parecía sonreír. Era un amigo de edad de mi padre. No sé cuanto tiempo tenía - el fallecido padre de Arcángel.
(Continúa el próximo viernes)